VOZES SILENCIADAS: A DITADURA BRASILEIRA E AS MULHERES
A história da repressão durante a ditadura militar brasileira foi uma historia de homens e as relações de gênero estavam aí excluídas. Ousar adentrar o espaço público, privado, masculino foi o que fizeram muitas mulheres ao se engajarem nas diversas organizações clandestinas existe...
Guardado en:
| Autor Principal: | |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | spa |
| Publicado: |
Universidad Nacional del Litoral
2018
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| Acceso en línea: | https://bibliotecavirtual.unl.edu.ar/publicaciones/index.php/Contenciosa/article/view/8591 |
| Sumario: | A história da repressão durante a ditadura militar brasileira foi uma historia de homens e as relações de gênero estavam aí excluídas. Ousar adentrar o espaço público, privado, masculino foi o que fizeram muitas mulheres ao se engajarem nas diversas organizações clandestinas existentes no Brasil durante a ditadura militar. A mulher militante cometia dois pecados aos olhos da repressão: o de se insurgir contra a política golpista, fazendo-lhe oposição e de desconsiderar o lugar destinado socialmente á mulher, rompendo os padrões estabelecidos para os dois sexos. Faziam política, coisa de homens e invadiam o espaço público, lugar de homens. As próprias organizações de esquerda não propiciavam o debate sobre as relações eminino/masculino, sobre as questões femininas, porque havia uma contradição maior a ser resolvida: a oposição entre a burguesia e o proletariado. Isto reforçava o poder masculino dentro das organizações. A repressão tinha sempre como alvo o corpo feminino, não somente para torturar, mas para ameaçar, para humilhar. Caracteriza a mulher militante como “puta comunista”, ambas as categorias desviantes dos padrões estabelecidos pela sociedade, que enclausura a mulher no mundo privado e doméstico. |
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